Conheça o projeto: Barco Escola ou Chama Maré

Desde a sua colonização de Natal, o rio Potengi sempre teve um papel primordial e decisivo na história de nossa cidade. Sendo o ancoradouro dos barcos portugueses, franceses e também holandeses. Principal rio do estado, ponto de desova de várias espécies e mais recentemente local do principal porto do RN. No entanto, o crescimento de Natal e do estado trouxe resultados também que atingiram o ecossistema: a poluição de suas águas.

 

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Sabendo disso, foi desenvolvido uma das ações educativas pelo Programa Potengi Vivo, do Instituto de Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – Idema, em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento Sustentável da Terra Potiguar – FUNDEP, da Universidade Potiguar – UnP, visando a recuperação do estuário Potengi. 

Mas o que é o projeto? A proposta é levar conhecimento e lazer à população dentro de uma questão de consciência ambiental. “O Chama-maré é uma estrutura flutuante que funciona como espaço pedagógico de educação ambiental voltado para uma visão crítica e reflexiva sobre questões ambientais do rio Potengi”, explica a professora de História da Unp e responsável pelo barco, Carla Genuíno. A Embarcação, do tipo catamarã, foi patrocinada pela Petrobrás e tem capacidade para até 60 pessoas além da tripulação, que é formada por alunos e professores dos cursos de Turismo, História e Biologia da Universidade Potiguar. 

Os passeios são verdadeiras aulas dentro de um roteiro construído pela equipe pedagógica. O trajeto inclui as belas paisagens e cartões postais (as naturais e as assinadas pelo homem) como a Fortaleza dos Reis Magos, a Ponte Newton Navarro e a chamada “ponte velha”, outro acesso à Zona Norte de Natal. 

Além do Chama-maré, outra ação também no Potengi é o Projeto “Boomerang”, que tem o objetivo de retirar o lixo das margens do rio. “Os trabalhadores coletam até 400 kg de lixo todos os dias, mas quando o projeto começou eram 500 kg.”, afirma Carla Genuíno. Grande parte do material retirado é composto por garrafas pet, sacos plásticos e até óleo de cozinha. 

Ao longo de três anos de projeto, aproximadamente 60 mil pessoas já navegaram pelas águas do Potengi a bordo do Barco-escola. As pesquisas realizadas pela equipe já catalogaram 25 novas espécies de animais, entre peixes e aves, provando que ainda há sobrevivência no local. 

O Chama-maré faz de três a quatro passeios diários, com um número fechado de passageiros. As viagens são totalmente gratuitas, bastando apenas um agendamento prévio. “O que estamos tentando fazer é levar a conscientização às pessoas, de que cada um de nós é responsável. Jogar aquele papelzinho na rua, que parece inofensivo, pode trazer um dano enorme quando todos nós pensamos dessa maneira. Uma cidade limpa é aquela que não precisa ser limpa”, conclui a professora. 

Para agendar uma aula-passeio, o telefone é o (84) 3206-2439. Para mais informações, acesse o site do Barco-Escola.

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