“Lamatown – Quando a lama virou mar” estreia dia 4 de dezembro na Árvore de Mirassol

lamatown

Contemplado no Edital Natal em Cena 2014, o espetáculo inédito “Lamatown – Quando a lama virou mar” será apresentado no mês de dezembro, em três locais: na Árvore de Mirassol (dias 4, 5 e 6, às 19h), no estacionamento do ginásio Nélio Dias (11, 12 e 13, às 19h) e na Praça Matriz da Cidade da Esperança (18, 19 e 20, às 20h). Acesso gratuito.

“Lamatown – Quando a lama virou mar” é mais um trabalho de realização da Casa da Ribeira através da dupla de criadores Clotilde Tavares (texto) e Henrique Fontes (direção geral), que em 2013 emplacou a peça “A Estrada ou O Milagre da Fé” na primeira edição do Natal em Cena.

No novo espetáculo, a co-direção de cena e direção de movimento levam a assinatura da norte-americana Michele Minnick, diretora de teatro, performer, pesquisadora e mestre de Rasaboxes – técnica de preparação de atores que ela tem difundido no Brasil, Estados Unidos, Turquia e Canadá, entre outros países.

Além de Michele, Clotilde e Henrique, vários profissionais competentes integram o processo, como a produtora Mariana Hardi, o músico Gabriel Souto, a diretora e preparadora de atores Adelvane Neia, a preparadora vocal Heliana Pinheiro, o iluminador Ronaldo Costa, a premiada figurinista Katia Dantas, o estreante cenógrafo Daniel Torres, entre outros que formam uma equipe a serviço da obra e dos atores – selecionados democraticamente, através de audição convocada por edital público.

“A Casa da Ribeira tem esta política de democratização do recurso público em seu DNA. Acreditamos na garantia do acesso e da formação”, destaca Henrique Fontes.

Inspirado na ideia central do clássico “Um Inimigo do Povo” (1882), do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, “Lamatown” tem um caráter farsesco, com elementos do teatro épico e do teatro do absurdo. O texto trata de forma cômico-trágica questões político-sociais comuns às cidades brasileiras, em especial, a Natal.

TRAMA

Lamatown é uma cidade distante à beira-mar, onde os problemas sociais foram resolvidos graças à descoberta de um recurso natural milagroso, que a todos enriquece: a lama do mangue. Esse recurso atraiu turistas do mundo inteiro pelos seus poderes curativos, eliminando a depressão, o tédio e a tristeza que tomaram conta do mundo.

A história se passa em um futuro incerto quando, em Lamatown, os problemas com segurança foram resolvidos. Todos são ricos e felizes. O dinheiro “corre a rodo” e não existem pobres. Toda a economia gira em torno do uso lucrativo da lama medicinal pelos cidadãos lamatownenses, que ganham “lamapontos” para usar a lama e dar exemplo aos turistas, que compram tudo que é feito da lama.

Esse cenário, no entanto, não passa de uma distopia. Na verdade, a lama é inócua. Seu poder curativo é uma farsa montada por dois ou três proprietários do mangue, com a conivência das autoridades, e todos enriqueceram com o negócio. O totalitarismo e a corrupção imperam em Lamatown. E existe algo ainda mais grave que é revelado pela bióloga da cidade.

Fonte: Natal em Natal

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